A @rachelvasconcellos fez uma viagem fantástica pela África do Sul e resolveu compartilhar as dicas aqui em um post super completo com um Roteiro completo África do Sul com dicas da Cidade do Cabo, Safari e Joanesburgo.
Índice
Roteiro completo África do Sul: Cidade do Cabo, Safari e Joanesburgo
A África do Sul sempre foi um dos destinos que eu sonhava em conhecer e, agora, eu sonho em voltar para lá e passar mais alguns dias nesse país incrível. Na minha primeira viagem pela África do Sul eu segui o roteiro Cidade do Cabo – Safari (Kapama) – Joanesburgo e eu acho que é o roteiro básico para quem quiser ir pela primeira vez. Foram 15 dias no total: 8 dias na Cidade do Cabo, 5 dias no Kapama e 2 dias em Joanesburgo. Porém, eu vou fazer um roteiro menor, com a quantidade de dias que eu acho ideal para fazer essa viagem: 5 dias na Cidade do Cabo, 3 dias no Kapama e 1 dia em Joanesburgo.
Como chegar na África do Sul?
A minha passagem para a Cidade do Cabo foi: Rio de Janeiro – São Paulo (LATAM), São Paulo-Joanesburgo-Cidade do Cabo (South African). A South African anunciou, em 2020, o fim de suas rotas entre o Brasil e a África do Sul. Desde fevereiro de 2020 apenas a LATAM faz a rota.
Cidade do Cabo (5 dias)
Ideias de hospedagem na Cidade do Cabo:
Para a primeira vez na Cidade do Cabo, eu recomendo hospedar-se no V&A Waterfront, que é a região mais turística da cidade, com diversos hotéis e opções gastrônicas. Por ser uma área bem turística, também é mais segura, na minha opinião. Dos hotéis do V&A Waterfront, eu selecionei os meus três preferidos:
Protea Hotel by Marriott Cape Town Waterfront Breakwater Lodge no V&A Waterfront

Esse foi o hotel que eu fiquei durante os meus 8 dias na Cidade do Cabo. Ele é da rede Marriot e as suas instalações são de uma prisão restaurada do século XIX. Ele tem tudo: academia, café da manhã, restaurante para almoço/jantar e fica muito bem situado – pertinho do Two Oceans Aquarium e do shopping Victoria & Alfred. Esse é o que tem o melhor custo benefício dos três que eu escolhi.
The Table Bay

O Table Bay fica bem no coração do Victoria & Alfred Waterfront e pertence à mesma rede do The Palace – Sun International. Ele tem uma passagem interna com acesso direto ao shopping do píer.
One&Only Cape Town

O One&Only fica bem próximo do Two Oceans Aquarium, em frente ao complexo do Protea, primeiro hotel desse post. One&Only é uma rede de resorts espalhados ao redor do mundo e o de Cape Town é fascinante. O hotel conta com diversas opções gastronômicas, incluindo o Nobu, de comida japonesa.
Passeios na Cidade do Cabo
Em relação aos passeios na Cidade do Cabo, existem duas maneiras para fazê-los: tour privado ou ônibus sightseeing. Como passei muito tempo nessa cidade, experimentei as duas maneiras e preferi o tour privado com a Ilios Travel, porém vou deixar as duas opções aqui no roteiro.
O ponto central do ônibus city sightseeing fica ao lado do Two Oceans Aquarium no V&A Waterfront, bem próximo do Protea Hotel Breakwater Lodge. Lá, você pode escolher entre os passes de 1 dia ou o de 3 dias e tem a linha vermelha, azul, amarela e roxa.
Outra dica é ir na Table Mountain na primeira oportunidade que você tiver. Para chegar até o topo da montanha, você tem que pegar um bondinho e esse fecha se tiver ventando. Então aproveitem o primeiro dia de céu limpo e sem muito vento para conhecer a Table Mountain e ter a vista de Cape Town inteirinha. Tem um site que você consegue ver se o bondinho está aberto ou fechado: você só consegue visitar a Table Mountain se ele estiver aberto.
O que fazer na Cidade do Cabo: 5 dias na cidade
O que fazer na Cidade do Cabo: Dia 01 – V&A Waterfront
Ao chegar na Cidade do Cabo, peguei um uber no “uber lounge” do Cape Town International e fui direto para o hotel, na área do V&A Waterfront.
Em todas as minhas viagens eu gosto de deixar o primeiro dia para conhecer a área perto do hotel e o V&A Waterfront é um polo turístico com várias opções gastronômicas, além de shopping e roda gigante.
Então, nesse primeiro dia, a minha dica é passear por essa região, conhecer o Waterfront, as lojinhas, o shopping e jantar por ali. Se chegar de tardinha, ainda dá para passear na roda gigante.
O que fazer na Cidade do Cabo: Dia 02 – Robben Island, Signal Hill e Lion’s Head
Pela manhã, tomar café da manhã e logo sair para visitar a Robben Island, que é a ilha em que o Mandela ficou exilado. O ponto de partida é no próprio V&A Waterfront, no “The Nelson Mandela Gateway to Robben Island”.

Para fazer esse trajeto existem dois tipos de ferry: um mais rápido e outro mais lento. O mais rápido vai e volta em 20 minutos, enquanto o mais devagar vai e volta em 1 hora. Para reconhecer qual é qual, é só ver pela parte de cima se tem lugar para sentar – o mais rápido não tem.
Após o ferry, tem um ônibus que faz o tour pela ilha e o tour na prisão de segurança máxima é a pé, onde se caminha pelos corredores e celas. Na visita tem um guia que vai explicando e contando a história em inglês e, normalmente, os guias são os ex-prisioneiros e alguns deles inclusive conviveram com o Mandela.
Os ingressos para a Robben Island ficam a venda tanto on-line quanto no local e custam cerca de 380 rands por adulto e 200 rands para menores de 18 anos.
Venta bastante na Cidade do Cabo e, por conta disso, o passeio na Robben Island está sujeito às condições do tempo – o barco que faz o trajeto pode parar de funcionar se estiver ventando muito. Normalmente, os barcos saem todos os dias, começando às 9h e indo até às 15h.
Indo no primeiro horário (as 9hrs da manhã), o retorno para o V&A Waterfront deve acontecer por volta das 13h. Eu recomendo fazer um almoço leve pelo V&A Waterfront e depois ir para o Signal Hill ver a vista e, quem aguentar, pode fazer a trilha do Lion’s Head para ver o pôr do sol.
Como o Signal Hill é mais afastado, recomendo ir de uber e combinar com o uber um horário para ele te buscar depois.
O que fazer na Cidade do Cabo: Dia 03 – Camps Bay Beach, Bo-Kaap, Company’s Garden, Castle of Good Hope e Table Mountain
No terceiro dia recomendo fazer o passeio “Cape Town Tour” da Ilios Travel, eu fiz o tour privado e gostei bastante. Um guia da empresa me buscou no hotel e começamos o tour pela Camps Bay Beach – considerada a praia mais famosa da Cidade do Cabo. Como fui em abril, era impossível entrar no mar, então o objetivo era conhecer e tirar fotos mesmo.
Depois disso, fomos para o Bo-Kaap, bairro famoso por suas casas coloridas, que são um símbolo da diversidade racial pós-apartheid.
O Bo-Kaap inicialmente foi habitado por escravos vindos de várias partes do continente africano. Depois, os malaios muçulmanos chegaram ao bairro e hoje, os habitantes do Bo-Kaap são muçulmanos e a culinária malaia é uma das características da região. Além do bairro em si, também tem o Museu de Bo-Kaap aberto de segunda a sábado das 10h às 17h e o preço do ingresso é U$1,30.
Depois do Bo-Kaap, você pode seguir para o Castle of Good Hope e para o Company’s Garden. O Castle of Good Hope é o forte construído pelos holandeses e é uma parada interessante para quem gosta de história, mas pode ser dispensável.
Por fim, conhecer a Table Mountain, se você ainda não tiver ido.
Para conhecer esses lugares, também tem a opção de ir pelo ônibus do city sightseeing pela linha vermelha.
O passe de 1 dia custa 235 rands por adulto e 130 rands por criança; e o passe de 2 dias custa 300 rands por adulto e 220 rands por criança. Para quem usa o ônibus, tem o passeio “de graça” pelo Bo-Kaap – o pagamento é através de gorjeta e o guia recomenda 200 rands por pessoa.
O passeio de ônibus referente a esse dia seria a linha vermelha: saindo do V&A Waterfront, parando para fazer o passeio do Bo-Kaap, seguindo para a Table Mountain, Camps Bay e voltando até o V&A Waterfroint pelas baías de Bantry Bay e o Sea Point.
O que fazer na Cidade do Cabo: Dia 04 – Ilios Travel Day Tour: Vinícola Day
Com a Ilios, visitamos 3 vinícolas: Anura, Kanonkop e Lanzerac. Além de conhecer a cidade de Stellenbosch. Na minha opnião, a única dessas vinícolas que dá para dispensar é a Anura. Achei a Kanonkop e a Lanzerac imperdíveis, essa última é degustação de vinho com chocolate.
Se você decidir fazer esse passeio com o city sightseeing, deve pegar a linha azul, iniciando no V&A Waterfront, parando no Kirstenbosch que é o jardim botânico da Cidade do Cabo e parando na Constantia Nek Wine Stop; onde você vai pegar a linha roxa do ônibus, que vai para 3 vinícolas: Groot Constantia Wine Estate, Eagle’s Nest Wine Farm e Beau Constantia Wine Estate.
O que fazer na Cidade do Cabo: Dia 05 – Boulders Beach, Kirstenbosch, Chapman’s Peak, Hout Bay, Seal Island e Cabo da Boa Esperança
No meu quinto dia, fiz o passeio “Cape Peninsula” com a Ilios Travel. O dia começou na Boulders Beach, que é a praia dos pinguins. Cheguei bem cedinho lá, antes mesmo de abrir.
A ideia lá é andar sobre umas esteiras de madeira que fica acima da areia, onde os pinguins ficam, então não é possível chegar muito perto deles.
Depois da Boulders Beach fomos para o Chapman’s Peak. A estrada é muito linda e é inteirinha pela orla, com uma vista fascinante para o mar. Vale muito a pena! A parada no mirante do Champman’s Peak foi para apreciar a vista e tirar fotos, venta bastante lá.
Depois fomos para a Hout Bay, bem pertinho, onde peguei o barco para a Seal Island (ilha das focas). O passeio dura cerca de 1 hora e te leva até uma ilha onde ficam diversas focas.
Como eu fui em abril, as focas estavam todas agrupadas em cima da ilha e eu acredito que em temporadas em que o mar esteja mais quente, elas nadem até o barco e é mais divertido de assistir.
Depois da Hout Bay, fomos no Kirstenbosch, que é o jardim botânico da Cidade do Cabo. Achei muito lindo, mas é dispensável se você tiver poucos dias na cidade. É legal para ir com crianças também.
O final do passeio foi no Cabo da Boa Esperança. No entanto, como muitos dos pontos turísticos da Cidade do Cabo, o Cabo da Boa Esperança também depende das condições meteorológicas, que não estavam boas no dia. Cheguei no Cabo da Boa Esperança e estava todo nublado, não conseguindo ver nada. Por isso, essa parte da península acabou ficando para a minha próxima ida à África.
Para os mais corajosos (e que forem durante o verão), sugiro ficar mais 1 dia na Cidade do Cabo para fazer o mergulho com os tubarões brancos.
Onde comer na Cidade do Cabo:
- La Parada – restaurante de tapas
- Sevruga – restaurante de frutos do mar
- Balthazar Restaurant & Wine Bar – restaurante de carnes
- Harbour House – todo envidraçado e de frente para o mar. Tem opções para todos os gostos, eu pedi um combinado de japonês muito bom, mas também tem carnes e os pratos típicos da Cidade do Cabo.
- Den Anker
- V&A Food Market
- Karibu Restaurant – menu degustação com comida típica africana
- Balducci – localização privilegiada, cardápio variado e preços baixos
- Vovo Telo – café, sanduíches e massas
- Nobu – restaurante japonês, localizado dentro do One&Only
- Test Kitchen – precisa reservar e só abre para o jantar, além de só trabalhar com menu degustação.
- The Pot Luck Club
- Mama África
- Colcacchio – culinária italiana: pizzas e massas variadas a preço justo
- The Leopard Bar – drinks, cervejas e petiscos. Localizado em Camps Bay.
Safári na África do Sul: Kapama (3 dias)
Pegamos um vôo de Cape Town para o aeroporto de Hoedspruit, pela South African. Do aeroporto para o hotel tem um transfer do próprio Kapama e o safari já começa lá mesmo.
O Kapama é uma reserva privada e a vantagem disso é que os animais estão mais “concentrados”, sendo encontrados mais facilmente. Eu amei o Kapama e iria com certeza novamente.
No Kapama o safari é unicamente feito com os carros do hotel, e com rangers e trackers especializados. Isso acontece de forma diferente no Kruger, onde é possível você ir com o seu próprio carro.
Onde se hospedar no Kapama?
Dentro da reserva do Kapama tem 4 lodges:
Kapama Karula

O Kapama Karula conta com vilas que tem a sua própria área externa, com piscina aquecida, espreguiçadeiras e chuveiro externo. Nesse lodge também tem a opção das vilas tamanho família.
Kapama Southern Camp
No Kapama Southern Camp existem três formas de hospedagem: suite, vilas de luxo e vilas família de luxo.
Kapama Buffalo Camp
O Kapama Buffalo Camp são casas nas árvores, com acessibilidade através de plataformas de madeira. As tentas de luxo do Buffalo Camp são a forma de hospedagem mais próxima da vida selvagem.
Kapama River Lodge
No Kapama River Lodge tem as suites, as suites do spa, suítes família e “royal suites”. Foi nesse que eu decidi me hospedar durante 5 dias. O preço da diária inclui 2 safaris, 1 pela manhã bem cedinho e outro na parte da tarde e são 7 refeições: lanche pré-safari, café no safári, café da manhã, almoço, lanche pré-safari, café no safári e jantar. As refeições do River Lodge são no estilo buffet e o jantar é na boma junto com o seu grupo de safari e o ranger. Durante os meus 5 dias lá, fiz 10 safaris e vi todos os “big five” várias vezes e de pertinho. Fiquei encantada com esse hotel e indico muito. Já quero voltar para lá!
Joanesburgo (1 dia)
Para encerrar a minha viagem, decidi ficar 2 dias em Joanesburgo, já que o meu vôo de volta era Joanesburgo – São Paulo – Rio de Janeiro.
E, novamente, fechamos todos os passeios com a Ilios Travel em tour privado, só eu, o guia e a minha mãe.
Eu sabia que Joanesburgo era perigoso e fui com a ideia de que “Ah, eu vivo no Rio de Janeiro, né?” e errei muito nesse sentido.
Assim que você sai do aeroporto, você já sente um clima muito hostil e a insegurança é sentida no ar – sair na rua sozinha é basicamente impossível, principalmente sair só mulheres. Nós demos sorte que fechamos um hotel que tem acesso interno ao shopping – o Da Vinci Hotel and Suits.
Por isso, fomos no shopping sozinhas e só saímos do hotel com a agência de turismo. Eu acho que quem quiser mesmo conhecer a cidade, só vale a pena ir com todos os passeios fechados e não fazer nada por conta própria.
Eu recomendo ficar 1 dia inteiro em Joanesburgo para conhecer o Museu do Apartheid e o Soweto. Para quem quiser esticar ainda mais a viagem, vale a pena se hospedar por alguns dias no Sun City.


























