Malta tem sido um destino cada vez mais explorado e apreciado pelos turistas, afinal de contas você consegue encontrar um pouco de tudo nesse pequeno país: praia, cultura, diversão e uma excelente gastronomia! Malta, já foi cenário de diversos filmes e seriados, sendo o mais famoso: Game of Thrones! Veja abaixo nosso Guia completo de Malta.
A República de Malta é um pequeno país localizado no sul da Europa, logo abaixo da Sicília e banhado pelo mar Mediterrâneo.
É um arquipélago formado por ilhas, sendo as principais: Malta, Gozo e Comino. A ilha já foi dominada por romanos, árabes, franceses e britânicos e foi colônia britânica até 1964.
Em 2004 entrou para a União Europeia e desde 2008 adota o Euro como moeda. As línguas oficiais são o maltês e inglês. Notamos muita influência italiana por ser um país pertíssimo da Itália.

Observamos diversas obras em Malta, pois desde que o país entrou para a União Europeia, passou a se desenvolver muito, atraindo cada vez mais turistas para a região.
Além disso, Malta é uma excelente opção para intercambistas que desejam aprender inglês. Opções não faltam e com preços bem acessíveis. É um país jovem e com custo de vida barato se comparado com os demais países da Europa.
Índice
Como chegar em Malta

Não existem voos diretos do Brasil para Malta. Nós voamos de Alitalia – 11hrs até Roma – e de Roma para Malta mais 1h30min. Neste último trecho voamos de Air Malta, principal cia aérea do país e parceira da Alitalia. Deixamos Malta em um voo da Ryanair e fomos para Bari na Itália.
Para aqueles que estão na Sicília (Itália) é possível chegar a Malta via ferry!
Quando ir

Nós fomos em junho, no início do verão e foi perfeito! Escurecia por volta das 21 horas e o sol brilhava todos os dias. Porém estava beeem quente, mas nada que nós, cariocas, não estejamos acostumados né? Por ser um destino de praia recomendo que vá no verão. No entanto, Malta pode ser visitado durante o ano todo, sendo as melhores épocas no período de abril a outubro.
Quanto tempo ficar

Nós ficamos 4 dias (na verdade nossa viagem era para Puglia, porém resolvemos fazer uma paradinha para conhecer um país diferente) e eu particularmente achei ideal! Porém, para aqueles que desejam explorar o país com mais calma eu recomendaria uns 6 dias.
Dicas de hospedagem
Na hora de escolher os hotéis, sempre pesquiso muito e fecho pelo Booking (amo o fato deles terem reserva com cancelamento grátis), além disso sempre leio os comentários e recomendações dos viajantes no site.
Depois de muito pesquisar, optamos pelo Hotel Valentina (Dobbie Street, Paceville, St.Julian’s STJ 3070, Malta). Super indico, é um hotel novinho, moderno, muito bem localizado em St. Julian’s. À noite fazíamos tudo a pé.
Um dos pontos altos do Hotel Valentina é o delicioso café da manhã. Me apaixonei!! Muito completo, cheio de variedades de queijos, pães, doces, tudo perfeito!!
Sem contar com o atendimento do hotel que foi excelente! As recepcionistas foram super atenciosas com a gente desde o início!
Quando estava pesquisando gostei também do Intercontinental e do Cavalieri Art Hotel (este último fica bem na baía de St. Julian’s, parece ser bem legal)
Desde o início eu queria ficar hospedada em St. Julian’s, porém outros dois lugares que indicaria para hospedagem são Valletta e Sliema.
Dicas de gastronomia

A carne que mais se come em Malta é a de coelho, quase todos os restaurantes tem algum prato com coelho. Tem também muitas opções de restaurantes com frutos do mar (típico do mediterrâneo).
Os queijos de Malta também são deliciosos. Aproveitamos um dia para fazer comprinhas de comidas típicas no supermercado chamado Arkadia (perto do nosso hotel) e fizemos um delicioso lanchinho no quarto (em todas as viagens que faço, sempre tento escolher um dia para ir a um supermercado local e fazer compras de lanchinhos, eu amo!)
Vale a pena experimentar outras duas comidas típicas de malta que são a Ftira (pão maltês, que vimos tanto em forma de sanduíche quanto em formato de pizza) e o Pastizzi (salgado bem popular que parece uma empanada/pastel, e os sabores mais comuns são: ervilhas, ricota e anchovas)
RivaReno – Não deixe de ir na melhor sorveteria de Malta! Os sorvetes são todos deliciosos! Fomos a duas! Uma em St Julian’s na Triq Ross e outra em Sliema perto da orla na Tower Road.
Girasole Il Ponte (St Julian’s) – Jante uma noite no Girasole!! Um terraço ao ar livre com vista lindíssima para a Spinola Bay. Fizemos uma reserva na mesa mais próxima da baia para podermos aproveitar o pôr do sol! Foi ótimo, agradável e super romântico. Achamos a comida muito boa também!
The Avenue (St Julian´s) – Gostei muito desse restaurante. Sempre passávamos por lá, e estava sempre lotado. Depois eu entendi porquê. O restaurante tem de tudo, pizza, salada, cheeseburguers, massas e carnes. Sem contar que o preço era bem acessível. Por coincidência descobrimos que o The Avenue pertence ao mesmo dono Hotel Valentina e por isso tínhamos 10% de desconto.

Café del Mar – Ficamos na parte do bar, bebendo e comendo umas entradas. (Não fomos no restaurante pois estava lotado e precisava de reserva, porém o ambiente é super legal e ouvimos falar super bem da comida)
Outros restaurantes que não fui, porém recebi indicações e/ou passei e gostei: Raffael (restaurante ao lado do Il Girasole , também possui vista para a Spinola Bay, Maltese Mama (do lado do The Avenue), D’Office Bistro, Ambrosia, Nenu – The Artisan Baker, Ristorante Peppino’s, Peperoncino, Barracuda e Piccolo Padre.
Como se locomover

Um dos únicos defeitos de Malta, na minha opinião, são os preços dos taxis. Achei caríssimo (e lá ainda não tem Uber nem Cabify.) Para vocês terem uma ideia, do nosso hotel em St Julian’s até o porto onde pegávamos o ferry para Gozo e Comino custava 30 euros! Pequenas corridas custavam em torno de 20 euros. Não há taxímetro e as tarifas são pré-estabelecidas.
Se eu voltasse para Malta com certeza alugaria um carro, (porém atenção: a mão é inglesa!) Apesar disso, nós nos viramos bem, não passamos nenhum perrengue. Nos dias que estávamos com horário pagávamos o taxi, porém nos demais momentos pegávamos ônibus (2 euros).
Com relação ao translado aeroporto-hotel, pegamos aqueles taxis com preços tabelados no próprio aeroporto e pagamos 20 euros até St Julian’s (Site Taxi Service).
Para chegar nas ilhas de Gozo e Comino logicamente é necessário pegar um ferry.
Roteiro de 4 dias em Malta
Dia 1 – Valletta
Como chegamos por volta da hora do almoço, resolvemos almoçar por St Julian’s e depois pegamos um ônibus para Valletta, capital e centro histórico de Malta. O ponto de ônibus é ao lado da Triton Fountain, e de lá passamos pelo Valletta City Gate e começamos nosso passeio a pé.
Como fomos em junho estava muuuito quente!! Então resolvemos parar na famosa Sorveteria Amorino para tomar um sorvete.
Uma curiosidade: A capital de Malta, Valletta, foi nomeada Capital Europeia da Cultura 2018. Para celebrar o título a cidade vem recebendo vários eventos, desde seminários interativos até ópera.

Lugares para visitar em Valletta:
-Royal Opera House e o Parliament of Malta.
-Triq Ir-Repubblika (Republic Street)é a principal do centrinho e é exclusiva para pedestres (caminhe por ela rumo ao forte e não deixe de reparar no moderno prédio do Parlamento, que destoa das construções de Valletta).
-John’s Co-Cathedral (A entrada custa 10 euros)
-Upper Barrakka Gardens –um jardim público cheio de flores, onde tem vistas lindas do Grand Harbour e das Three Cities que estão logo em frente de Valletta.
-Passeio de “DGHAJSA” pelo Grand Harbour e Three Cities: O Dghajsa é o barquinho tradicional maltês que parece muito com uma gôndola. É bastante utilizado para transportar turistas, é um passeio que vale muito a pena. Custa apenas 2 euros para cruzar a baía e chegar em uma das Three Cities (Vittoriosa, Cospicua & Senglea) ou 8 euros para fazer um passeio pelo Grand Harbor (Passear pelo Harbour e depois chegar nas cidades.) Nós escolhemos parar somente em Vittoriosa. Assim que você descer do Upper Barrakka Gardens pelo elevador e for em direção ao mar você poderá ver os barquinhos.
Achei Vitoriosa um lugar super tranquilo para passear, mesmo na alta temporada! A cidade é mini, mas super fofa. Na beira do mar há vários restaurantes agradáveis, com mesinhas na parte externa, resolvemos sentar em um deles para lanchar e ver o pôr do sol.
DIA 2 – Passar o dia em GOZO (2ª maior ilha de Malta).

Para chegar em Gozo é preciso pegar um ferry que parte de Cirkewwa (veja os horário no site da Gozo Channel). Pagamos 4,65 euros (ida e volta). Há barcos a cada 30/45 minutos e não é necessário comprar os bilhetes com antecedência. A viagem demora 25 minutos e a balsa tem boa estrutura, com área aberta para curtir a vista, e área fechada com lojinha, lanchonete, cadeiras/mesas e banheiros.
Assim que chegar, vale a pena pegar o City Sightseeing Hop On – Hop Off, para ter uma boa noção da ilha. Ele é ônibus de dois andares que para nos principais pontos turísticos, sendo que você pode sair e voltar do ônibus quando quiser, e ainda tem audio guide.
Principais lugares para conhecer em Gozo: Dwejra, Azure Window, Xlendi, Victoria (Citadela) e Ta Pinu.
OBS. Almoçamos no restaurante Churchill em Xlendi Bay – um vilarejo com vários restaurantes na beira mar. A agua é calminha e super transparente. Valeu muito a pena!!
DIA 3 – Comino + Paradise Bay + Popeye Village + Café del Mar
Outro programa imperdível é a ilha de Comino (menor ilha de Malta).
Primeiramente, saia BEM CEDO, pois Comino é a ilha que tem a famosa Blue Lagoon, e fica lotado!! Nós pegamos o primeiro barco das 9 horas em Marfa (bem em frente ao Hotel Riviera) e foi ótimo! A viagem durou 10 minutos e nós pagamos 10 euros. Vejam os horários no site da Comino Ferries Co-op.
Também é possível pegar um barco na praia de Silema, que por ser mais longe é cobrado 20 euros.
A Blue Lagoon foi um dos lugares mais incríveis que eu já conheci na vida. A cor do mar é deslumbrante! O único ponto negativo foram as aguas vivas, que devido ao vento forte apareciam toda hora.
Depois de curtir um pouco a Blue Lagoon, resolvemos caminhar pela ilha em direção à outra praia super diferente: a St. Mary Bay

Comino é uma ilha bem simples. Tirando os poucos hotéis (acho que só existem 2), não existem restaurantes lá e a única opção de alimentação são algumas barraquinhas que vendem lanches. Em St Mary Bay vimos um foodtruck vendendo cheeseburguers, saladas e sanduiches.
Voltando da ilha de Comino, outras duas opções legais de programas são a praia de Paradise Bay, Popeye Village e o Café del Mar:
Paradise Bay – Do porto de Marfa até a Paradise Bay fizemos uma looonga caminhada (recomendo pegar um ônibus). É uma das poucas praias com areia em Malta. Achei super bonita, porém não se compara com a Blue Lagoon e St Mary’s Bay.
Popeye Village (10 minutos de carro de Paradise Bay). É possível fazer o passeio de barco pela Anchor Bay (a área próxima ao Popeye Village é ótima para ver o pôr do sol).
É um vilarejo cinematográfico super fofo em Anchor Bay/Il-Mellieħa, construído para ser o set de filmagens do filme Popeye, de 1980, estrelado por Robin Williams. Hoje é um parque temático. (Infelizmente não tivemos tempo de ir, mas li em vários outros blogs que é um passeio bem legal e que pode ser combinado com Comino e Paradise Bay).

Café del Mar – ao lado do Aquário Nacional de Malta, em St. Paul’s Bay, município de Qawra, é um programa perfeito para fim de tarde. O ambiente é super legal, com duas piscinas com borda infinita, com uma vista linda para o mar, um bar de drinks com musiquinha longe. Além disso, eles possuem um restaurante super bonito!
DIA 4 – St Peter´s Pool + Marsaxlokk + St Julian’s

St Peter’s Pool. É uma piscina natural perto de Marsaxlokk, onde as pessoas costumam pular das pedras em uma água azul turquesa. Não há nada ali perto, fomos de taxi e confesso que passamos perrengue para voltar.
Na volta pare em Marsaxlokk para almoçar. É uma vila de pescadores muito bonita. Dizem que o ideal é conhecer aos domingos para ver o Sunday Fish Market – há vários restaurantes em frente ao portinho). Nós fomos durante a semana.
Depois resolvemos voltar para o nosso bairro e passear por lá. St Julian’s é um bairro totalmente jovem, onde estão localizados os principais bares e boates de Malta. É também o bairro das “baías”, um programa que adorei fazer foi passear no final do dia pela Spinola Bay e Balluta Bay.
*Outros programas que não fiz, porém que indico caso vocês tenham mais tempo no país:
Mdina – Localizada no centro de Malta. As principais atrações da região são: Mdina Gate, St. Pauls Catedral, Mdina Catedral e o Palácio Falson.
Gnejna Bay – Esta praia fica localizada a, aproximadamente, 30 minutos de carro de Valletta. É cercada pelas falésias que juntamente com a cor azul forte do Mediterrâneo e as piscinas naturais localizadas.
Blue Grotto – Próximo de Zurrieq há diversas cavernas, sendo a Blue Grotto a mais famosa. O passeio de barquinho custa 8 euros por pessoa e pode ser comprado na hora mesmo.
Veja mais fotos de Malta no Instagram @trips.and.tips


